terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Ancoradouro Da Mais Intensa Beleza


Eva - Casimir Lee


As Belezas Universais
Não Se Comparam
Aos Objetos Dos Mais
Infinitos Reflexos
De Seus Eternos
Tesouros.

As Belezas Anti-Universais
Não Se Aconchegam
Nem Mesmo Perto
Dos Outros Espaços
De Todos Os Seus
Anti-Universos.

Tu És A Mais Bela
Que Sibila Para
Tudo

Tu És A Mais Esbelta
Que Sibila Para
Todos.

Tu És A Mais Atraente
Que Sibila Para
O Todo.

Eu,
No entanto,
Um efêmero retalho,
Um efêmero inseto,
Um efêmero verme
Que pelos Vossos Pés
É esmagado,
Posso ser facilmente
Pelo Todo pulverizado…

Eu sou humano,
Eu sou menor,
Serpente Das Serpentes,
E sempre ouso me dar
Como oferenda
Para Vossas picadas
Em meu Ser…

Me Morda,
Ó,
Bela Sibilante!

Me Morda,
Ó,
Esbelta Sibilante!

Me Morda,
Ó,
Atraente Sibilante!

Me Morda
Me Morda
Me Morda,
Ó,
Sibilante Serpente
De Toda Obscura
Senda!

Me torne em Ti
Belo,
Esbelto
E atraente,
Mesmo eu estando
Aos Vossos Pés
Cadavérico!

Inominável Ser
ENTREGUE
ÀS MORDIDAS
DE LILITH




sábado, 3 de dezembro de 2016

Entre Os Laços Mais Realizados


Disturbing Seasons - Casimir Lee


Imaginando muitas coisas
Que ficam caladas
Nas horas corretas
E nas horas erradas,
Sou atado a laços
Que não se expandem
E se expandem
No mesmo tempo
Singrado…

Minha pele vai caindo,
Caindo como a pele
De uma antiga serpente
Que caiu de repente
Em um mundo arisco,
Mundo este de
Inúteis laços,
Mundo este de
Imundos laços,
Mundo este de
Multidões de laços
Por mim negados.

E A Antiga Serpente,
A Adversária Mais Fiel
Dos Pombos Assassinados
Em Si Mesmos,
Abre as pernas acima
Dos sóis,
Volta o ânus em direção
Às luas,
Derrama Sangue
Da Grande Vagina Dela,
Derrama Sangue
Do Grande Ânus Dela,
Me enlaçando infindo
Em um mundo que
Muito quero.

Corto os laços daqui
Deste mundo seco…
Ela me ata
Ao Sangue fresco
Do Mundo Dela.

Corto os laços daqui
Deste mundo virgem…
Ela me ata
A
Às Penetrações
Do Mundo Dela.

Corto os laços daqui
Deste mundo civilizado…
Ela me ata
Às Selvagerias
Do Mundo Dela.

Corto os laços
Com a Terra…
Corto os laços
Com a Humanidade…
Corto meus pulsos…
Corto minha jugular…
Ela me ata
Aos Laços
Do Mundo Dela.

E amarrado aos quadris
Dela a dançar como
Cigana Anti-Cósmica,
Amarrado em Laços
Que infinitamente possuem
Todos Os Mundos Além
Dela,
Sigo transitando como
Inominável Eremita
Em fronteiras extintas
E muros derrubados
Desde as Origens
Da Material Chacina.

Inominável Ser
ENTREGUE
AOS MUNDOS
DE LILITH




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Bramidos De Uma Ardente Liberdade


Elusive - Casimir Lee


Vigilantes sonhos
Insistem em povoar
As vias da alma
Que procura no
Infinito Desejo
Cada prêmio dado
Pela Liberdade
Existencial.

Tal Liberdade determina
Os dotados pela sede
Nunca aplacada
Completamente
No leito de rosas
Ou no leito de fel.

Tal Liberdade determina
Os fortalecidos pela fome
Que move os membros
Para constantes combustões
No leito ensanguentado
E no leito abandonado.

Tal Liberdade determina
O tipo de louca viagem
Na saciedade dos poros
No leito que decanta
As babilônicas profundezas
Dentro do leito que declama
As sodomitas proezas.

Quem mais determina
Tal Liberdade?
Uma Libertadora
De fúria gigantesca.
Quem mais permite
Tal Liberdade?
Uma Libertadora
De profundíssimas garras.

Quem mais ecoa
Em tal Liberdade?
Uma Libertadora
Gerando estradas
De gozos selvagens.
Quem mais coroa
Essa tal Liberdade?
Uma Libertadora
Ignorando vozes
Que pedem cautela
Diante do voraz precipício
Da libertinagem.

Que é essa Liberdade?
Um Veneno
Para quem já nasceu
E morreu
E renasceu
Mordido pela Serpente.

Quem é essa Libertadora?
Uma Envenenadora
Para quem nasceu
E morreu
E renasceu
Enfeitiçado pela Coruja.

Ardente Liberdade
Em bramidos para
Aqueles que nascem
E morrem
E renascem
Querendo nunca ficarem
Por baixo.

Liberdade concedida
Por Aquela que não
Ficou por baixo
Do que hoje se reduz
A reles dejeto em pó
Pelos pés Dela
Extinto.

Inominável Ser
ENTREGUE
AOS PÉS
DE LILITH




terça-feira, 22 de novembro de 2016

Na Árvore Das Inversões


The Hanged - Casimir Lee


Entregue ao encanto
Do enforcamento
De todos os meus laços
Com a miserabilidade
Do civilizado,
Embarco em uma raiz
De árvore tida como
Desejada assassina
De acomodadas visões.

Enforcado como estou,
Enforcado como tudo está,
Enforcado cono todos estão,
Dependurados
Fora do Rito Imutável
Da Negra Flor Arrancável
Do Solo Do Torpor,
Encontro A Enforcada
Que Sibila
Me dando mel com veneno
Ao pé da Antiga
Árvore Dos Enforcados
Na Morte
E No Renascimento.

A Sibilante Enforcada
Toca cada centímetro
Das carnais terras
Com uma mente produtora
De pensamentos intrigantes,
Pedaços de bons caminhos
Para maus espinhos
No meio das multidões
Cegadas pelo mentiroso
Iluminismo das religiões.

A Enforcada não quer
Religião,
A Enforcada não quer
Retidão,
A Enforcada não quer
Limitação,
A Enforcada não quer
Escravidão,
A Enforcada não quer
Acomodação.

A Enforcada Serpente
Quer nosso enforcamento
De cabeça para baixo,
Que possamos ser assim
Enforcados por nós mesmos
Na Árvore,
Esta que chama
Nossas pernas
Para as infinitas cordas
Em seus infinitos galhos.

Enforcados seremos
Novos,
Enforcados seremos
Autênticos,
Enforcados seremos
Serenos,
Enforcados seremos
Terrenos,
Enforcados seremos
Nós mesmos.

Nós mesmos,
Entregues ao Poder
Maior Dos Enforcamentos.

Nós mesmos,
Entregues aos Verdadeiros
Olhos De Nosso Ser.

Nós mesmos,
Entregues ao nosso Fim
E ao nosso Início.

E no Meio entregues
Ao Veneno Daquela
Que Mais Nos Enforca.

Inominável Ser
ENTREGUE
AO VENENO
DE LILITH




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Um Infinito Gemido Me Leva Até Cada Um De Vós Em Vosso Ato De Foder!


Held - Yuri Leitch


Levantem As Frontes
E Me Digam
Como Se Sentem
Tendo O Prazer
De Em Vossos
Míseros Leitos
Me Receber!

Levantem As Frontes
De Fracos Mortos
Que Vós Sois,
Eu Sempre Estou
Chegando,
Eu Sempre Vou Estar
Chegando,
Até Vós
Em Vossos Leitos
De Prazer!

Não Me Chamam?

Mesmo Assim,
Eu Vou!

Não Me Querem?

Mesmo Assim,
Eu Quero!

Não Me Pedem?

Mesmo Assim,
Eu Peço!

Não Me Agradam?

Mesmo Assim,
Eu Agrado,
Mas,
A Mim Mesma
Me Alimentando
De Vossos
Sussuros
E Gemidos
Nos Leitos!

Ouvem Este Gemido?

Ouvem Este Infinito
Gemido?

Ouvem O Gemido
Da Fera Adormecida
Que Se Oferece
A Todos Vós?

Ouvem,
Desgraçados
Que Gemem
No Êxtase
Do Maior Prazer?

Ouvem,
Desgraçados
Que Gemem
Como Filhotes
Da Serpente
Que Eu Sou
Vos Dando
Prazer?

Ouvem,
Seus
Desgraçados?

Ouvem,
Suas
Desgraçadas?

É O Gemido
Dentro
De Vós!

O Primordial
Gemido
Eterno!

O Primordial
Gemido
Selvagem!

O Primordial
Gemido
Original!

O Gemido
Que O Falso
Deus De Araque
Como Único
Considerado
Jamais Conseguiu
Apagar
E Calar!

O Gemido
Que Eu,
Lilith,
Sempre Vou
Dentro De Vós
Aquecer,
Alimentar
E Elevar!

Vossos Gemidos,
Meus Filhotes!

Vosso Gemido,
Meus Filhotes!

O Gemido,
Meus Filhotes!

Sou A Que Sibila
E Nunca Geme,
Idiotas
Mortais!

Porém,
Em Vossos Gemidos
No Foder Eterno
Entre Os De Vossa
Maldita Espécie,
O Meu Veneno
Corre,
Escorre
E Vos Contamina
Como Um Presente
Meu!

E Assim Passo
A Estar No Gemido
E Em Outros Gemidos
Vossos!

E Assim Ensino
Cada Passo
Para Com O Gemido
Chegar Ao Veneno
Da Sibilante Verdade
Dos Meus Braços!

E Assim Sigo
Vos Dominando,
Meus Escravos,
Nos Movimentos
De Vossos Corpos
Em Infinitos
Gemidos
Eternos
E Altos!

Inominável Ser
LILITH